Eu havia chegado em casa há mais ou menos uma hora atrás e no momento em que ela abriu a porta eu já tinha tomado banho, comido qualquer coisa, e assim que escutei o barulho de seus passos pelo corredor foi esperá-la perto da porta. Abriu a porta, jogou as chaves na mesa do telefone, que ficava bem ao lado, e não pareceu nem um pouco surpresa por me ver ali parado, olhando para ela, como se estivesse há horas só a espera de sua chegada e na ânsia de dizer que a amava. Fechou a porta por trás de si, jogou a bolsa pelo chão e já começou a se despir.- É bom frisar que eu era um grande admirador de Ana, ela sempre me surpreendia, não que ela não fizesse esse tipo de coisa com frequência ou que fosse recatada demais para, nem um nem outro, era de um despudor lindo e gostava de fazer essas brincadeiras comigo quase que com frequência, mas ela sabia exatamente quando e como fazer, sempre quando eu menos esperava e sempre de uma forma que mexia comigo de uma maneira diferente da anterior, e tudo sem nenhum esforço, com a naturalidade de uma pessoa que atravessa a cozinha e vai até a geladeira para matar a sede. Ana era foda!- Depois de ficar completamente nua ela veio andando em minha direção, eu já estava completamente entregue a ela, dominado, faria tudo que me pedisse, mesmo que quisesse me bater, me matar de tanta dor, eu a deixaria, o amor e o amor misturado com o tesão que eu sentia por ela, como era o que estava acontecendo, me deixavam em um estado de insanidade muitas vezes incontrolável. E ela continuava vindo em minha direção, linda e branca, com aqueles seios macios e firmes, que provavelmente nunca até então deveriam ter precisado de um sutiã. E foi com essa visão e com o pensamento de que aqueles seios eram a representação do que ela era, de sua personalidade, que me senti agarrar.
[continua]